Psicanálise
Uma experiência de escuta
Talvez uma análise comece quando aquilo que parecia não ter o que dizer começa a encontrar palavras.
O que é Psicanálise?
A Psicanálise é um campo de investigação e de escuta que nasceu com Sigmund Freud e que foi desenvolvido , ao longo de sua história, por diferentes autores e escolas.
Seu ponto de partida é a percepção da existência de um inconsciente dinâmico e a compreensão de que nem tudo aquilo que pensamos, sentimos ou fazemos está inteiramente sob o domínio da nossa consciência.
Sonhos, lapsos, esquecimentos, repetições, sintomas, fantasias e desejos podem revelar aspectos de nossa vida psíquica que não reconhecemos imediatamente como nossos.
A análise cria um espaço para que essas manifestações possam ser escutadas e interrogadas.
Falar para além do que já sabemos
Procurar uma análise não significa necessariamente saber exatamente o que está acontecendo.
Muitas vezes acontece o contrário.
Há um sofrimento que não conseguimos explicar, uma repetição que se apresenta continuamente, uma relação que parece seguir sempre o mesmo roteiro, uma angústia que retorna ou simplesmente a sensação de que algo na própria vida deixou de fazer sentido.
A fala permite que aquilo que aparece inicialmente como confusão possa adquirir contornos.
Não se trata de encontrar rapidamente uma explicação.
Trata-se de permanecer tempo suficiente diante da pergunta para que novos sentidos possam surgir.
O inconsciente e o sintoma
O sintoma pode ser compreendido de diferentes maneiras.
Na medicina, ele frequentemente funciona como um sinal que orienta a investigação de uma doença.
Na Psicanálise, o sintoma pode ser pensado como uma formação que carrega uma história e um sentido para aquele que o produz, ainda que esse sentido não seja imediatamente consciente.
Por isso, a proposta de uma análise não é simplesmente eliminar aquilo que incomoda.
É investigar o que esse sofrimento pode estar dizendo.
Às vezes, aquilo que desejamos silenciar é justamente aquilo que precisa ser escutado.
O trabalho analítico
O trabalho psicanalítico acontece através da palavra e da relação estabelecida entre analisando e analista.
Não existe um roteiro previamente determinado para uma análise.
Cada pessoa chega com sua história, suas perguntas, seus conflitos e seu modo singular de estar no mundo.
O analista não ocupa o lugar de quem possui todas as respostas.
Sua função está relacionada à escuta, à interpretação e à sustentação de um espaço no qual o sujeito possa se aproximar de aspectos de sua própria experiência que talvez permaneçam desconhecidos.
Uma análise é, portanto, uma investigação singular.
Meu modo de compreender a Psicanálise
Minha formação e minha trajetória fizeram com que eu compreendesse a Psicanálise como um campo aberto ao diálogo.
Freud permanece como referência fundamental, mas meu percurso também foi atravessado por autores como Melanie Klein, Donald Winnicott e Jacques Lacan, além do diálogo com a Antropologia e, mais recentemente, com a Psicologia Analítica Junguiana.
Esse percurso ampliou meu interesse pelas relações entre sujeito, corpo, cultura, símbolo, linguagem e experiência.
Não pretendo transformar esses campos em uma única teoria.
Prefiro investigar os pontos de contato, as diferenças e as perguntas que surgem quando diferentes formas de compreender o humano entram em diálogo.
É também desse lugar que nasce minha investigação sobre as relações possíveis entre Psicanálise e Xamanismo, apresentada em desenvolvimento no projeto Na Trilha do Ouvidor.
Atendimento online
O atendimento psicanalítico pode ser realizado online, através de encontros individuais por videochamada.
O atendimento remoto permite que o trabalho analítico aconteça independentemente da distância geográfica, preservando a regularidade e a privacidade necessárias ao processo.
Os atendimentos são realizados em português e podem atender pessoas que vivem no Brasil e em outros países de língua portuguesa.
Quando procurar uma análise?
Não existe uma única razão para procurar uma análise.
Algumas pessoas chegam diante de um sofrimento que persiste.
Outras percebem que determinadas situações se repetem em suas vidas apesar de seus esforços para modificá-las.
Há quem procure compreender melhor seus relacionamentos, suas escolhas, suas angústias ou um momento de mudança.
Também é possível chegar à análise simplesmente porque existe uma pergunta sobre si mesmo que ainda não encontrou lugar para ser formulada.
Não é necessário chegar com um diagnóstico ou com uma explicação pronta.
É possível começar justamente por aquilo que ainda não sabemos nomear.
Um primeiro encontro
O primeiro contato serve, antes de tudo, para conversarmos.
É uma oportunidade para apresentar a questão que o trouxe até aqui, conhecer a proposta do trabalho e verificar se existe sentido em iniciar um processo analítico.
Não é necessário saber previamente o que dizer.
Podemos começar justamente por aquilo que o trouxe até este espaço.
