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A Esquina do Mal-Estar: O Império Farmacêutico e a Sedação da Subjetividade
Quem caminha pelos cruzamentos de qualquer grande cidade brasileira, e mais recentemente nas pequenas também, depara-se com uma curiosa arquitetura do capital: nas esquinas onde outrora habitavam cafés, livrarias ou o comércio de bairro, hoje se erguem templos de luz branca e prateleiras infinitas. A proliferação das grandes redes de farmácias não é apenas um fenômeno imobiliário ou econômico; mostra a manifestação física de um projeto de sociedade que busca silenciar o suje
Airton Calmo
27 de mar.3 min de leitura
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